Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador terra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador terra. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 27 de maio de 2019

O ciclo das rochas

Sabemos que existem três tipos de rochas: ígneas, metamórficas  e sedimentares. Sendo assim, elas estão constantemente alterando suas características, mudando de um tipo para outro, em um processo cíclico denominado de ciclo das rochas (veja o esquema abaixo).


1º transformação das Rochas Ígneas em sedimentares
Por se tratar de um ciclo fechado, não é possível dizer onde está o seu início e onde está o seu fim. Entretanto, para entendermos bem o processo, vamos considerar o começo do ciclo na transformação das Rochas Ígneas.

Com os movimentos da terra, muitas rochas ígneas que se formam há muitos quilômetros abaixo da superfície acabam emergindo, ao longo de milhões de anos. Essas rochas acabam sofrendo a ação dos agentes externos, como a água, os ventos, a exposição ao sol e às chuvas, entre outros. Com isso, a rocha vai mudando as suas características.
Esse processo de transformação do solo por agentes externos é denominado intemperismo  e o seu resultado são as rochas sedimentares. Elas se formam quando os sedimentos gerados pelo intemperismo são depositados em fundos de rios, lagos e se aglutinam.

2º transformação das rochas sedimentares em metamórficas
Com o tempo, as camadas da terra vão se sobrepondo e essas rochas sedimentares vão se acumulando em profundidades cada vez maiores. Com isso, passam a sofrer com a pressão da terra e de seu extremo calor interno, tornando-se mais duras e passando a serem chamadas de rochas metamórficas. O processo de aquecimento e endurecimento das rochas é chamado de metamorfismo.

3º transformação das rochas metamórficas em ígneas
Como continuação desse processo, as rochas metamórficas podem sofrer ainda mais com o calor e pressão da terra, de tal forma que elas podem começar a derreter, formando as lavas. Com o endurecimento dessas lavas, temos novamente a formação das rochas ígneas. O processo de derretimento das rochas é chamado de fusão.

4º transformações diretas
É possível, também, que uma rocha ígnea volte a sofrer com o metamorfismo e se torne novamente metamórfica. Assim como também é possível que as rochas metamórficas, ao invés de se aquecerem ainda mais, apareçam na superfície, sofrendo as ações do intemperismo e se transformando em rochas sedimentares.
Só não é possível que as rochas sedimentares se transformem diretamente em ígneas, pois mesmo que elas esquentem muito, primeiramente elas se tornam metamórficas para depois se transformarem em ígneas.

Por Rodolfo Alves Pena
Graduado em Geografia

sexta-feira, 18 de março de 2016

Análise crítica de dois gráficos diferentes sobre assuntos complementares.

Como prometido em sala de aula procurei gráficos que falasse sobre a questão agrária no Brasil.

Achei dois gráficos da nossa história recente que podem ser muito didático do ponto de vista de que como um dado isolado não se caracteriza como uma informação mas abrangente sobre o fenômeno estudado.

Vamos ao primeiro gráfico (clique na imagem para ampliar):

Fonte: http://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,2013-tem-desapropriacao-zero-no-campo-ate-agora-imp-,1082906

Nesse primeiro gráfico temos a quantidade de terras desapropriadas em cada um dos governos democráticos até 2013. Nele temos o dado de que o governo FHC foi o que mais desapropriou terras para promover a reforma ágrária, isso dá a sensação de que o governo FHC foi mais eficaz em promover assentamentos do que todos os outros governos democráticos juntos.

Agora vejamos o segundo gráfico (clique na imagem para ampliar):

Fonte: http://g1.globo.com/politica/noticia/2015/03/dilma-assentou-menos-familias-que-lula-e-fhc-meta-e-120-mil-ate-2018.html


Já nesse segundo gráfico temos não a quantidade de terras desapropriadas, mas sim a quantidade de famílias assentadas nos últimos 5 governos.

Analisando os dois gráficos, percebemos que no governo FHC houve uma quantidade MAIOR de DESAPROPRIAÇÕES de terras do que no governo Lula (gráfico 1).

Então qual pode ser a causa de haver uma MENOR quantidade de FAMÍLIAS ASSENTADAS durante o governo FHC (gráfico 2)?

Uma possível resposta é o tamanho das terras desapropriadas, ou seja, a tendência é de que FHC desapropriou terras de "pequeno" porte, que por seu tamanho "reduzido" assentaria uma quantidade menor de famílias.

Enquanto isso, mesmo tendo uma quantidade MENOR de DESAPROPRIAÇÕES do que FHC, Lula conseguiu assentar uma quantidade MAIOR FAMÍLIAS, nessas terras, possivelmente por ter desapropriado terras mais extensas.